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O especialista em análise forense digital Wanderson Castilho explica como saber o conteúdo que seu filho está acessando na Internet e o combate à ação de pedófilos na rede.
Um dos grandes nomes na área de segurança de redes no país, o diretor da empresa E-Net Security, Wanderson Castilho, proferiu palestra no II Congresso Brasileiro de Tecnologia da Informação e Comunicação, nesta sexta-feira (11), no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. Especialista em análise forense digital, Castilho apontou as formas de garantir a segurança na Internet e como combater os crimes cibernéticos.
Para ele, em pouco tempo uma criança pode ser aliciada em salas de bate papo na Internet. O pedófilo age como também fosse uma criança e passa a trocar experiências sobre desenhos animados, filmes da moda, programas do momento para atrair a vítima. Depois vem o pedido de utilizarem a webcam e início de conversas mais íntimas, com fins sexuais. “O simples fato de você ter a foto de uma criança em seu computador pode dar de 3 a 7 anos de prisão pode dar”, diz Wanderson.
Da mesma forma que os crimes físicos são cometidos, a pessoa também pode realizar crimes virtuais. A lista envolve crimes de calúnia, difamação, aliciamento, ciberbullying, pedofilia, sexting, xenofobia e roubo de dados. E as investigações envolvem provas físicas, químicas, biológicas, emocional e digital. “A perícia computacional na cena do crime é o HD do computador ou do celular. Num HD, mesmo formatado, recupero todas as informações mesmo tendo sido apagadas”, explicou o especialista.
Segundo o especialista, atualmente, 99% das buscas da Polícia Federal envolvem computadores e celulares. Para auxiliar no combate a tais crimes, a E-Net Security desenvolve softwares de monitoramento de computadores e até de celulares. Para os pais permanecerem atentos às conversas dos filhos na Internet, existe o Guarda-Costas Virtual através do qual é possível checar conversas no MSN, saber que programas o filho utilizou. Outro serviço é o controle de celular. “Isso tudo é feito dentro da legalidade. Instala-se software e se controla ligações gravadas, mensagens e até a localização física da pessoa através de um mapa”, contou.
Web Semantics – Interligando significados Colaborativamente – A manhã de sexta-feira seguiu com palestra do professor Rinaldo Lima do grupo de pesquisas SWORD (Semantic Web and Ontology Research and Development Group) da UFPE. O docente falou sobre a trajetória da web citando a 1ª geração, a 2ª geração e a 3ª geração da rede mundial de computadores.
“Os limites da web 2.0 traz como maior problema encontrar informação a desejada. Quando fazemos pesquisa no Google encontramos uma massa de dados crescente e desorganizada”, explica o professor. Para ele, a informação que o usuário deseja está lá, mas muitas vezes é de baixa relevância. Portanto, o usuário, ao pesquisar, precisa filtrar, interpretar e combinar os resultados.
Já a terceira geração da web terá como objetivo transformar dados e aplicativos em elementos úteis, legíveis e compreensíveis para o software e possibilitar, ainda, o comércio eletrônico entre empresas. “Web 3.0 é até agora um conhecimento muito especializado, não é para qualquer usuário. Estamos trabalhando a interface”, diz. Segundo o professor, num futuro breve, por volta de 2030, cada usuário terá um avatar na web. Seu agente resolverá tudo por você, marcará consultas e outras coisas”, explicou Rinaldo.
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