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Caso Maristela Just

Caso Maristela Just

Representantes de Direitos Humanos e professores da Nassau debateram sobre as últimas declarações de apologia ao crime e preconceito dadas pelo advogado de defesa, Gil Teobaldo.

Por Daiane Rocha

 

O caso Marista Just também foi foco do debate durante o último sábado (15), na sala do Brum, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. A jovem assassinada aos 21 anos, pelo ex-marido e réu confesso José Ramos Lopes Neto, no Recife, deixou dois filhos, sendo um deles também atingido pelos tiros que matou a mãe. Após 21 anos do crime cometido, o caso ainda não foi julgado e o acusado se encontra em liberdade.


O advogado e pai do acusado, Gil Teobaldo, deu declarações preconceituosas e de apologia ao crime, que estão sendo rebatidas pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH) e a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Pernambuco (OAB/PE).


Teobaldo declarou que o “problema é do Código Penal” em não aceitar o adultério como crime e que “lésbica e viado é um lote de cabra-safado”. O assunto foi bastante discutido pelo representante do MNDH, o advogado Marcelo Santa Cruz e pelos professores Manoel Moraes e José Roberto Vanderley e Castro. “Essa declaração merece todo repudio dos movimentos das mulheres. Gil Teobaldo tem que pagar pelo que fez”, declarou Santa Cruz.


Gil Teobaldo pode ser punido com censura ou ser suspenso da atividade por um período de 30 a 90 dias.

 

Direitos Trabalhistas - O trabalho escravo ainda persiste em alguns lugares do País. A constatação saiu do debate durante as palestras O Caráter Público do Direito do Trabalho no Atual Contexto Social das Relações Trabalhistas e O Direito do Trabalho na Pós-Modernidade: Perspectivas e Desafios, proferidas pelos painelistas Aluízio Aldo e Everaldo Gaspar Lopes de Almeida durante a programação da Nova Escola Jurídica do Recife.


“O desemprego é estrutural e 50% da população ativamente econômica do mundo vivem de trabalho precário”, comentou o professor da Maurício de Nassau, Everaldo Gaspar Almeida.  Para o docente, hoje há um trabalho livre e subordinado, uma contradição existente diante do fim da escravidão.


 “Não há Congresso maior que este da Faculdade Maurício de Nassau, e a Nassau vêm crescendo a cada dia”, elogiou o conferencista Aluízio Aldo. O convidado fez comentários sobre o trabalho escravo ainda presente no País, em pleno século XXI e sobre a situação dos sindicatos no País. Para ele, a lei do trabalho está ultrapassada. “É preciso a proposta das lutas de classes para mudar o que há de errado nas leis trabalhistas”, afirmou Aldo.  


 

 

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