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Ministro da AGU abre trabalhos de Congresso

Ministro da AGU abre trabalhos de Congresso

Luis Adams falou sobre resolução de conflitos durante conferência de abertura do IX Congresso Brasileiro de Direito, na sexta (13). O evento segue com palestras até o sábado (15), no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda

Por Ylka Oliveira



Reforma Agrária, Reserva Raposa Serra do Sol, Usina Hidroelétrica de Belo Monte, união homoafetiva e aborto. As situações de conflito e tensão que remetem a valores culturais, assuntos polêmicos e atuais no Brasil foram o foco da conferência do ministro-chefe da Advocacia Geral da União (AGU), Luis Inácio Lucena Adams, na noite de quinta-feira (13), quando teve início o IX Congresso Brasileiro de Direito Processual, no Centro de Convenções, em Olinda.



O ministro Adams destacou a questão da construção da Usina Belo Monte, que vem ocupando páginas de revistas e jornais nos últimos meses. “O Brasil é um país com dilemas e tensões próprias do século 21. Exemplo disso é a Usina Belo Monte que a AGU participou ativamente”, disse.  



Segundo o ministro, o assassinato da missionária Dorothy Stein, no Pará, levou o estado a se fazer mais presente na sociedade, o que gerou uma queda brusca na economia já que a exploração da fauna e flora local passou a ser rigorosamente controlada. Para ele, a construção da hidroelétrica representará uma presença significativa de todas as dimensões, principalmente econômica, no estado brasileiro.



Em sua conferência, Adams trouxe ainda a perspectiva dos conflitos da sociedade atual como a questão das cotas raciais nas universidades públicas, a possibilidade do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de reconhecer a relação homoafetiva e o fato de as mulheres virem se destacando como mantenedoras do núcleo familiar. “Temos essa realidade moderna e mundial, também por conta dos processos de informatização. Mas o nosso objetivo é o próprio conflito e a lei é uma forma de exercer esse trabalho”, conclui.



Luis Adams foi agraciado com a medalha Tobias Barreto, concedida a instituições e personalidades nacionais e estrangeiras de destaque. A homenagem foi entregue pelo fundador e presidente do Conselho do Grupo Ser Educacional, professor Janguiê Diniz, que abriu o evento cujo tema inicial foi Direito Processual, Constitucionalismo e Supranacionalidade: Os Desafios do Acesso à Justiça no Contexto das Patologias Sociais Contemporâneas. “Podemos considerar o século 21 como o século da justiça. E é a partir daí que realizamos esse congresso. Falar das patologias sociais contemporâneas implica numa retomada de grandes discussões”, pontua o professor Janguiê Diniz.



Na noite de abertura, estiveram entre os presentes à mesa o desembargador do TRE-PE, Roberto Ferreira Lins; o procurador-chefe da 5ª Região, José Roberto Farias; o doutor em Direito e professor João Maurício Adeodato; o doutor em Direito e professor Janguiê Diniz; o superintendente acadêmico do Grupo Ser, Inácio Feitosa; o diretor acadêmico da Faculdade Maurício de Nassau, André Luís; e a coordenadora do curso de Direito da Nassau, Carolinne Fernandéz.

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