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No último sábado (12), no ginásio esportivo da Nassau, alunos e profissionais de comunicação debateram sobre jornalismo como ferramenta de responsabilidade social e marketing cultural no 6º Congresso Brasileiro de Comunicação.
Marketing, Cultura no Brasil e a Responsabilidade Social na Comunicação foram os temas discutidos no último dia do 6º Congresso Brasileiro de Comunicação Social, realizado pela Maurício de Nassau e BJ Feiras e Congressos no ginásio esportivo do bloco A.
Jornalismo Cidadão, Jornalismo Colaborativo, Jornalismo Open Source ou ainda Jornalismo Participativo. Essas são as denominações dadas ao jornalismo com conteúdo (texto, imagem, som e vídeo) produzido por cidadãos que colaboram com os profissionais da Imprensa. A prática vem tornando o jornalismo um espaço cada vez mais democrático com a participação por parte da população. "Este tipo de jornalismo ganhou força nos últimos anos por causa do surgimento dos blogs e outros tipos de ferramentas da web", destacou a jornalista do JC Online, Julliana de Melo.
Compondo o mesmo painel da tarde, o professor da UFPE e coordenador do Observatório de Mídia Regional, Edgar Rebouças, abordou o tema A Democratização da Comunicação X Monopólio das Empresas Privadas. Em palestra, o professor enfatizou o monopólio das empresas de comunicação do País, que segundo ele estão nas mãos de famílias oriundas da elite brasileira. “As concessões de rádio e TV são concessões públicas. Não podemos permitir que programas de baixa qualidade sejam exibidos nas emissoras”, completa.
Marketing Cultural – Sobre os investimentos e ações culturais no País, o Congresso trouxe para o debate a representante local do Ministério da Cultura (Minc), Tarciana Portella; o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Stefano Florissi e a produtora cultural e professora da Nassau, Andréa Mota. Para Stefano, existem três áreas de investimentos que são fundamentais no Brasil, a saúde preventiva, a educação básica e a cultura. Sem o crescimento desses segmentos, não pode haver progresso num país. Para ele, a política cultural não pode se basear somente em gerações de empregos, mas também em disseminação do saber, do conhecimento e o interesse por tradições e raízes da cultura local.
CENACINE – O cinema ganhou destaque durante o Congresso Brasileiro de Comunicação Social com o II Seminário de Cinema da Faculdade, o CENACINE, que aconteceu simultaneamente no auditório do bloco C. Produções audiovisuais e mudanças no cenário produtivo, além de exibição da mostra de vídeos universitários, estiveram na pauta do evento. Entre os palestrantes, o doutor em Arts et Sciences, Paulo Cunha, apresentou projeto para criação de um novo modelo de ensino para o cinema, com proposta de conectar o setor produtivo ao ensino. A diretora do Instituto de Cultura da Fundação Joaquim Nabuco, Isabela Cribari, apresentou, aos congressistas, o Centro Audiovisual Norte/Nordeste (CAUNE), que objetiva dar acesso e capacitação a pessoas envolvidas com a produção audiovisual.
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