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A Civilização do Açúcar retratada no livro Casa-Grande e Senzala, do autor Gilberto Freyre, inspirou a palestra da professora em antropologia da UFPE, Fátima Quintas, durante o V Congresso Brasileiro de Turismo e Gastronomia, no Centro de Convenções
A sua visão sobre a obra coloca a cana-de-açúcar como norteadora de uma série de conceitos que o Nordeste absolveu. Para Fátima Quintas, o livro destaca as abordagens inovadoras da vida familiar, dos costumes públicos e privados, das mentalidades e das interrelações étnicas que revelam um painel da formação brasileira no período colonial.
Quintas destacou, ainda, a relação sexual existente na época. “Existia certa promiscuidade. A casa-grande virou o antro”, explica. A antropóloga concluiu com a afirmação de que o açúcar monopolizou corpos e almas, e avalia que, sem o açúcar, não se compreende o homem do Nordeste.
Viticultura e enograstronomia – A arte de combinar vinhos e gastronomia. Esse é o conceito da enogastronomia. Para o engenheiro agrônomo Francisco Amorim, o maior desafio é tentar harmonizar a bebida com o alimento por meio da semelhança ou de contrastes. O especialista em vinhos também explanou sobre a viticultura e os primeiros registros de colheitas da videira, do período neolítico. Amorim relata que, no Brasil, o cultivo surgiu com as capitanias em 1532. “O melhor vinho que podemos encontrar vem de uma espécie chamada de vitis vinifera. Falando sobre vinho, é importante ressaltar que somos a única região do mundo que fabrica uva em qualquer dia do ano”, diz o engenheiro agrônomo. Ele destaca que para a produção de um bom vinho é necessário o uso adequado do material biológico; o eficaz aproveitamento de energia; e a correta tecnologia vitícola e enológica.
Por: Gianfrancesco Mello.
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