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Culinária brasileira e meio ambiente em debate

Culinária brasileira e meio ambiente em debate

As temáticas foram discutidas no último dia do V Congresso Nacional de Turismo e Gastronomia, realizado no sábado (06), no Centro de Convenções de Pernambuco

É fundamental para um turismólogo o conhecimento das diversas culturas do mundo, para que a hospitalidade seja a mais agradável possível para o turista, além do conhecimento ambiental para a preservação e sustentabilidade do meio ambiente. Estas temáticas foram discutidas em conferência realizada no sábado (06), pela bacharel em Turismo, Signe Dayse e pela presidente do Fórum Nacional dos Cursos Superiores de Turismo e Hotelaria, Jurema Márcia.

Questões ambientais foram debatidas também pelo Assessor para Desenvolvimento Humano Sustentável e coordenador de Políticas Sociais do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNDU), José Carlos Libânio, e pelo consultor do IBAMA e especialista em Turismo Sustentável, Célio Muniz de Lima. O turismólogo deve se preocupar com a degradação do meio ambiente e dos patrimônios culturais e arqueológicos. A colaboração desses profissionais deve ser com a conscientização dos turistas. “O turismo tem um poder forte de comunicação”, explica José Carlos.

Culinária brasileira - Durante o Congresso foi debatida também a importância de se preservar os valores e tradições regionais na culinária, além da utilização de tecnologias na gastronomia. “A gente tem que preservar e cuidar do nosso regionalismo, que é o nosso cotidiano”, afirma a chef de cozinha do restaurante O Terreiro Bahia, Teresa Paim. Segundo ela, o profissional deve ter cuidado com a mistura de ingredientes e com o nome que dá a um prato. “Não podemos misturar a macaxeira com catupiry e charque e dizer que é o prato típico macaxeira com charque”, explica.

A variedade de produtos naturais no Brasil é muito grande, o que facilita a criação de pratos com produtos típicos do país. “Acho o máximo que os brasileiros têm uma variedade grande, mas simples de comer no dia a dia”, diz o chef de cozinha, foodstylist, consultor e professor de Gastronomia, Heiko Grabolle.

As novas tecnologias também estão presentes cada vez mais nas cozinhas brasileiras. Elas facilitam e tornam mais rápidos os trabalhos na culinária. Segundo Heiko, pode ser um investimento alto, mas o custo/benefício é bem maior. “Podemos introduzir os produtos brasileiros a uma nova tecnologia e assim criar novos estilos sem perder as tradições das cozinhas regionais brasileira”, explica.

Por: Luciana Amorim

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