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O V Congresso Nacional de Turismo e Gastronomia trouxe para o debate o tema turismo com acessibilidade para pessoas com deficiência. O consultor paulista Ricardo Shimosakai foi um dos palestrantes convidados para o evento.
“O transporte é um fator que influencia muitas pessoas na hora de escolher uma viagem ou mesmo um simples passeio. Isso acontece geralmente em pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, onde também fazem parte desse grupo pessoas idosas e com algum tipo de deficiência temporária”. A afirmação é do consultor de turismo da Turismo Adaptado, Acessibilidade e Inclusão de São Paulo, Ricardo Shimosakai, proferida em palestra, no V Congresso Nacional de Turismo e Gastronomia, realizado no Centro de Convenções de Pernambuco, na última sexta-feira (05).
O consultor Ricardo Shimosakai pontua que não adianta achar um ótimo destino, se não existe um meio de transporte adequado até o local, fator que levam à recusa da viagem por parte da empresa que a oferece, ou mesmo por parte da pessoa com dificuldade. No Brasil, alguns serviços foram criados para suprir essa demanda, como táxis e vans adaptadas, mas geralmente servem somente para deslocamentos dentro da cidade.
Para a coordenadora de projetos especiais da Secretaria de Turismo do Estado de Pernambuco, Michelle Lima, antes de o lugar ser bom para os turistas, precisa ser bom para os moradores, e Pernambuco está longe de ter o padrão correto para os cadeirantes. Ricardo Shimosakai enfatiza o que foi dito pela coordenadora e diz que sentiu dificuldades ao tentar se locomover pelo centro do Recife.
“Para quem busca conforto em questão de acessibilidade, o ideal é procurar locais confiáveis, que entendam tanto do turismo como de acessibilidade e inclusão, para assim oferecer algo de qualidade”, observa Shimosakai. Segundo o consultor de turismo, no Brasil, isso ainda é difícil, por isso a Turismo Adaptado vem realizando esse serviço de agenciamento de viagens, além de procurar difundir esse conhecimento através de cursos e palestras, para não ser uma única no mercado, e tornar isso uma prática comum. “A acessibilidade precisa ser uma característica de todos os projetos, não um adesivo”, conclui.
Por Gianfrancesco Mello.
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