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O assunto foi analisado pelo psicóloga Mônica de Paula Perrusi, durante conferência no IV Congresso Nacional de Psicologia, na manhã desta sexta-feira (17).
O IV Congresso Nacional de Psicologia iniciou suas atividades nesta sexta-feira (17) abordando o atendimento clínico com gestantes em situação de risco. A conferencista Mônica de Paula Perrusi, psicóloga clínica e doutora em psicopatologia, apresentou a sua experiência em Paris em relação ao acompanhamento psicológico de mães que não conseguem aceitar o recém-nascido.
Segundo Mônica, o pós-parto causa uma abertura no inconsciente da mulher, acarretando normalmente em grande ansiedade e na impossibilidade em lidar com o bebê. Mulheres em situação de vulnerabilidade psíquica não conseguem aceitar a criança e conseqüentemente acolhê-la. O sentimento de estranheza acaba afetando a criança, sensível a essa instabilidade, e pode causar danos à sua inteligência emocional, que está recebendo suas primeiras impressões.
“Os médicos ainda estão muito ligados o corpo”, afirmou Mônica em relação a essa carência no atendimento. De acordo com a psicóloga, o não encaminhamento destas mulheres por parte de outros profissionais ligados à gravidez dificulta o trabalho terapêutico para evitar tais distúrbios.
Por: Augusto Bulhões
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