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Conferência sobre o tema ocorre dia 18 de outubro, terceiro dia do encontro nacional, no Centro de Convenções de Convenções de Pernambuco. Apreciações ficam por conta do médico Wilson Oliveira Júnior, do Procape.
Um casal ganhou, esta semana, o direito de usar células-tronco da filha recém-nascida para tratamento da irmã maior, portadora de leucemia. O caso é um dos exemplos de como o material coletado pode beneficiar pessoas. O tema, porém, ainda é centro de muitas discussões.
No IV Simpósio Nacional de Biomedicina, as possibilidades de utilização das células-tronco serão debatidas na conferência “Perspectivas da aplicabilidade de células-tronco como terapia”, com o médico do Pronto-socorro Cardiológico de Pernambuco (Procape), Wilson Oliveira Júnior. A apresentação será às 16h, no terceiro dia do encontro.
O IV Simpósio Nacional de Biomedicina ocorre entre 16 e 18 de outubro, no Centro de Convenções de Pernambuco. Confira matéria sobre células-tronco divulgada na edição desta quarta-feira (10) do jornal Folha de Pernambuco:
Casal guardará células de bebê
SÃO PAULO (Folhapress) - Um casal conseguiu na Justiça o direito de ter as células-tronco do cordão umbilical da filha, coletadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde), em São José do Rio Preto (438 km de São Paulo). A decisão possibilitará que os pais, que não podem pagar uma clínica particular para o procedimento, guardem as células-tronco da recém-nascida Sara na tentativa de salvar a vida de sua irmã, Júlia, 8, que tem leucemia.
Sara, que nasceu na manhã de ontem, é a terceira filha de Verônica e Ricardo Guilharduci.
O casal descobriu a doença de Júlia há um ano. Segundo o pai, a garota já passou pela quimioterapia e agora aguarda que sua medula volte a funcionar normalmente. Caso isso não ocorra, há 70% de chances de que as células-tronco da irmã possam ser usadas em um transplante. Não há compatibilidade para que outro membro da família faça a doação do órgão.
A gravidez de Sara não foi planejada, mas foi muito bem-recebida pela família Guilharduci. Segundo Ricardo, desde que se descobriu grávida, Verônica, já pensava em coletar as células-tronco na hora do parto. A ação foi proposta pelo advogado Rogério Vinicius dos Santos na Vara da Infância e da Juventude de São José do Rio Preto, e, alguns dias depois, o juiz Osni Assis Pereira concedeu a liminar determinando a coleta.
“A família não tinha condições de pagar pela coleta e tem uma filha com leucemia. Além disso, o caso era urgente, já que depois do nascimento não haveria o que fazer. Nosso dever é proteger a saúde e o bem-estar de crianças e adolescentes. As pessoas não podem morrer por causa de um papel”, diz o juiz.
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